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Por Tamaris Fontanella
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A raiz da palavra Xamã deriva da língua dos povos Tugus, da Sibéria, adotada
amplamente pelos antropólogos para se referirem a pessoas de uma grande
variedade de culturas arcaicas, que antes eram conhecidas por: pajés,
curandeiros, magos, videntes. Embora nem todo vidente, curandeiro, mago ou pajé,
seja um xamã.
Aponta a anterioridade e a antiguidade de um princípio inaugural de experiência
humana.
Conhecer a história antiga da terra é conhecer a própria história, sendo assim
de vital importância preservar o conhecimento xamânico como parte da estrutura
genética, pois o saber herdado faz parte do conhecimento do ser e atua vivo na
memória genética até os nossos dias.
O xamanismo é a mais antiga prática espiritual, médica e filosófica da
humanidade.
Praticar xamanismo é ir em busca da excelência espiritual, é enxergar a
realidade existente por trás dos conceitos, é se harmonizar com as marés
naturais da vida. É trilhar o Caminho Sagrado, atravessando os portais da mente,
das emoções, do corpo e do espírito.
Os xamãs baseiam-se na observação constante da natureza e de seus ciclos a fim
de compreenderem a si próprios. Amam e reverenciam os espíritos da natureza
reconhecendo os aspectos dos mesmos em si. Buscam nas diferentes energias que
ela oferece simbologias de suas forças interiores. Possuem uma conexão com a
natureza e compreensão de seus ciclos.
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